pra alguns, a maior busca da vida é um dia conseguir parar de precisar buscar.

autoria de imagem: Gokhan Kutluer

eu fiquei pensando um dia desses o que eu tanto buscava. acho que boa parte dos proclames de algumas pessoas, diminuiriam se tivessem uma casa na qual podessem chamar de sua sem essa insegurança de mais uma mudança. uma casa na qual pudesse ser aconchego. se hoje, eu tivesse uma casa pra chamar de minha, desconfio que minha alma viveria do nada. viveria de olhar pras nuvens. viveria de inventar palavras novas ou buscar quem foram as pessoas que criaram as palavras. ou talvez eu faria um documentário sobre a vida das formigas. acho que cheguei em um estágio mental que entendo Manoel de Barros não porque o leio todos os dias, mas porque chegar a ser nada, já é ser muito. enquanto alguns se engalfinham por estrelas na testa, sinto prazer em ver um espaço bem organizaado pelas minhas mãos. besteira! besteira essa coisa de robô que gira sugando as sujeiras do meu chão. eu gosto de ter a sensação de que eu mesma retirei aquilo que coloquei ou que eu mesma coloquei o que um dia retirei. ainda sou aquela mulher de chão. até bem pouco tempo admiti uma máquina de lavar, mas também admiti que minhas meias, se não lavadas com afinco pelas minhas mãos, vão tendo cor de terra para toda uma vida.
todas as palavras que vos digo, é pra continuar a dizer que se hoje eu tivesse um pedaço de chão, eu teria mais tempo pra criar umas poesias estranhas, que trariam um regozijo peculiar. essa história do progresso menina, é coisa boa mas nem tanta viu? se tu não tomas cuidado, conquista e nem vê. vira só data, débito ou crédito e nada viveu. as vezes a alma se vê como um estômago; a boca mastiga um chiclete, faz força pra absorver todo açúcar e nada chega lá embaixo. vivemos mentira; o dinheiro está no ar. ele voa pra lá e pra cá e você hoje acaba por ferrar a vida de um feirante comprando 5,00 em cebola no débito- se descontar as taxas- sobra o que? o ar de buscar e buscar.
tô te dizendo menina, se muitas de nós tivéssemos um pedaço de chão, a coisa ia por outro caminho. que se lasquem quem está brigando por cargo, por faixa, por estrela na testa, por nome na lista. pra alguns, a maior busca da vida é um dia conseguir parar de precisar buscar. não não. não me venha com parafraseamentos psicanalíticos porque por ainda precisar conseguir um chão, eu me formei nisso aí e nenhum conceito pode encaixotar uma pessoa que sabe do que necessita. e esse é o convite. não estranhe se perceber que o que você quer é mais simples. agarra-se. não caia nessa história de expandir tanto a ponto de nem alcançar as vistas da flor que deveria crescer no seu pé e cresce a milhas de distância. tô te falando… a coisa é mais simples.

o sol ingressa em câncer nesse dia 20 de junho iniciando o tempo de mudanças de pele, de habitação interna, de esperanças míudas que se tranfomaram em outras coisas no mundo de hoje. e mais dias a frente chegará uma lua nova em câncer no dia 25 conjunta a Júpiter. tô te falando; escuta a vida e pensa como quer estar até janeiro de 2026 nesses temas.

eu sou astróloga, terapeuta e atendo com agenda sempre aberta. alguns trânsitos estão chegando no céu que podem ser importantes. e alguns não esão chegand no céu – as vezes estão chegando somente em ciclos de vida pra você. as vezes também é bom ler a carta natal com uma pessoa cuja vida é conseguir um chão como eu, porque quem busca conseguir o chão, geralmente olha bastante pra ele. no passo do caramujo, se precisas se compreender, vejas as opções aqui do site. tenho opções de atendimentos avulso e tambem para quem quer se acompanhar comigo.

esse texto é mais um ligado ao trânsito de jupiter em câncer ate 30 de junho de 2026* e saturno e netuno em áries.

Marcelle, Papo de Saturno

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